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Arquidiocese recebe restos mortais de Dom Aloisio

Depois de mais de dez anos de sua morte, os restos mortais do Cardeal Arcebispo Emérito de Aparecida, Dom Aloisio Lorscheider, retornará a Arquidiocese. Atendendo as regras estabelecidas pela Igreja Católica, os restos mortais do religioso serão transladados em outubro para o Santuário Nacional, onde repousará na Capela da Ressurreição. A cerimônia envolverá autoridades civis e religiosas, desde a exumação em Daltro Filho, distrito de Imigrante (RS), onde atualmente encontra-se o túmulo de Dom Aloísio, até Aparecida.

A decisão de transladar os restos mortais do terceiro arcebispo de Aparecida foi tomada em maio, durante uma reunião na cidade de Imigrante (RS). Representantes da Arquidiocese de Aparecida, da Ordem dos Frades Menores (OFM) e da prefeitura local participaram do encontro. Nele, foram definidos detalhes do cortejo e das celebrações que serão realizadas em Daltro Filho e no Santuário Nacional.

O translado vai acontecer no dia 4 de outubro, após a missa de envio às 8h30, que será celebrada em Daltro Filho. Uma programação especial de acolhida está sendo preparada para o período no Santuário, com celebrações nos dias 5, 6 e 8 de outubro, data do seu aniversário natalício. As celebrações serão conduzidas pelo Cardeal Arcebispo Emérito de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, que é da mesma ordem franciscana que Dom Aloísio, e Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida.

Entre os dias 4 e 8 de outubro os restos mortais do Arcebispo ficarão para visitação dos devotos na Capela São José, em razão da sua grande devoção ao Santo. Após esse período, ele será sepultado na Capela da Ressurreição junto aos Arcebispos de Aparecida Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, Dom Antônio Ferreira de Macedo e Dom Geraldo de Moraes Penido.

Dom Aloisio Lorscheider - Nascido em Estrela (RS) em 08 de outubro de 1924, Aloísio Leo Arlindo Lorscheider foi ordenado sacerdote em 1948 e bispo em 1962, após a nomeação do papa João XIII. Além de exercer seu episcopado na Diocese de Santo Ângelo (RS), participou de todas as sessões do Concílio Vaticano II de 1962 a 1965, atuando como membro das Comissões Conciliares. Também foi secretário geral da CNBB, presidindo-a depois por duas vezes. Depois, dirigiu o CELAM em diversos cargos, tornando-se presidente da instituição em 1976.

Foi nomeado arcebispo de Fortaleza em 4 de abril de 1973 pelo Papa Paulo VI. O mesmo pontífice o criou cardeal em 24 de abril de 1976, o que fez com que Dom Aloísio participasse de dois conclaves. Em 1978, o primeiro, que elegeu o papa João Paulo I. Na ocasião, tornou-se o primeiro brasileiro a receber votos em um Conclave, segundo as palavras do próprio pontífice eleito. e depois, tomando parte no que elegeu João Paulo II.

Foi o papa polonês que o transferiu para a Arquidiocese de Aparecida em 18 de agosto de 1995. Nas terras da Padroeira do Brasil, Dom Aloísio foi responsável por dinamizar a vida do Santuário Nacional e criar a Família Campanha dos Devotos. Além disso, estabeleceu novas paróquias e organizou a estrutura clerical arquidiocesana.

Comandou Aparecida até sua renúncia, pedida após atingir o limite canônico de idade, deixando a Arquidiocese em 28 de janeiro de 2004. O religioso entregou o cargo para Dom Raymundo Damasceno Assis em 25 de março do mesmo ano. Em seguida, retirou-se para o Convento dos Franciscanos, em Porto Alegre, onde passou os últimos anos de sua vida. Morreu em 23 de dezembro de 2007, após quase um mês de internação no Hospital São Francisco, em Porto Alegre.

Fonte: Arquidiocese de Aparecida