Santuário Frei Galvão

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Reitor do Santuário completa 20 anos de ordenação

O Reitor do Santuário Frei Galvão, Padre Luiz Antônio Carvalho da Silva completa 20 anos de ordenação Presbiteral neste sábado, dia 08 de dezembro. Para celebrar a data haverá uma missa em Ação de Graças, às 9h30.

Padre Luiz Antônio é natural de Cunha, nasceu no dia 10/08/1964. Foi ordenado padre no dia 08 de dezembro de 1998. Já foi pároco nas paróquias Puríssimo Coração de Maria, em Guaratinguetá, e Nossa Senhora da Conceição, em Lagoinha. Há pouco mais de dois anos assumiu o Santuário Arquidiocesano de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, em Guaratinguetá.

Confira a seguir a entrevista onde o sacerdote fala sobre sua vocação e de seu trabalho na Arquidiocese de Aparecida.

1- Pode nos falar um pouco da história da sua vocação?

Eu sou natural de cidade de Cunha. Venho de uma família de seis irmãos. Minha vocação sacerdotal começou a despertar na minha juventude. Foi justamente quando eu comecei a participar mais ativamente da vida da Igreja. Senti que algo novo estava acontecendo, e com certeza era o desabrochar do chamado de Deus para servi-lo, me consagrando ao seu serviço na Igreja. Quanto senti o chamado o que me encantou foi a vida franciscana, não o ser padre diocesano.

Na comunidade onde eu morava, com minha família, havia três jovens que participavam da comunidade e que tinham entrado para o Seminário propedêutico Nossa Senhora Aparecida, inclusive eles faziam parte desta primeira turma. Eles sempre vinham e me contavam da vida de seminário, de suas atividades, dos estudos e das suas experiências e me convidaram para fazer uma experiência. Fui conversei com o reitor do seminário, e como eu trabalhava, ele me propôs que no dia da minha folga passasse o dia no seminário pra conhecer e ver se era realmente isso que eu estava buscando. Assim os dias de convivência foram passando e o chamado foi se fortalecendo e decidi ingressar no seminário Nossa Senhora Aparecida da Arquidiocese de Aparecida. Daí voltei aos estudos, pois tinha abandonado pra trabalhar e ajudar nas despesas. Tinha na época de 13 para 14 anos.

2 – O que mais lhe encanta no sacerdócio?

O que mais me encanta no sacerdócio é poder levar as pessoas o conforto seja ouvindo suas angustias, visitando os doentes em seu leito de dor e ver que Deus me usa como seu instrumento para levar o alivio a todas as pessoas, sem se importar com minhas limitações. Para concluir só posso dizer que sem Ele nada posso fazer.

3- Pode nos dizer algo sobre sua família e seus estudos?

Meus pais se casaram e moraram por alguns anos na cidade de Cunha e depois mudaram se para Guaratinguetá, em busca de condições melhores de vida. Tiveram 8 filhos, destes 2 faleceram e hoje somos 6 irmãos. Eu sou natural de Cunha e os outros nasceram em Guaratinguetá. Hoje meus pais já faleceram, meu pai já é falecido há trinta e cinco anos e minha mãe há sete anos.

4 – Como foi o tempo de formação?

Minha formação para o sacerdócio iniciou-se no Seminário propedêutico Nossa Senhora Aparecida, onde tive a oportunidade de concluir o terceiro grau. Depois fiz meu curso de filosofia no Seminário Bom Jesus e também o primeiro ano de Teologia. Com chegada de Dom Aloísio passamos a freqüentar o curso de Teologia na Faculdade Dehoniana Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté. A única coisa que posso dizer é que nesse período de formação não faltaram desafios e provações. Em alguns momentos eu me questionava diante das dificuldades e cheguei a pensar até em desistir. Mas, logo recobrava as forças e sentia que Aquele que me chamou não iria me abandonar e nem me deixar só. Hoje depois de alguns anos de sacerdote, vejo que tudo isso me levou a amadurecer como pessoa e como padre. É o jeito de Deus nos educar e nos preparar par algo maior.

5 – Em que paróquias o senhor já trabalhou? Como foi esta experiência?

Eu fui ordenado no ano de 1998. Logo em seguida, em janeiro de 1999 fui designado vigário da Paróquia Nossa senhora de Fátima, em Guaratinguetá. Depois de 9 meses como vigário assumi como pároco. No ano de 2005 fui transferido para a Paróquia Puríssimo Coração de Maria, também em Guaratinguetá. Em dezembro de 2009, fui transferido para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Lagoinha. Lá permaneci por um tempo maior. Hoje estou como reitor do Santuário Arquidiocesano de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão.

Posso dizer que em cada paróquia que passei aprendi muito com o povo, pois cada lugar tem sua realidade, os desafios são outros e com isso o nosso sacerdócio enriquece.

7 – Como é ser reitor de um santuário dedicado à Frei Galvão?

Depois de ter passado por varias paróquias e agora estando no Santuário, é uma experiência diferente. No Santuário trabalhamos com peregrinos, mas a missão é a mesma: Evangelizar. Temos contatos com pessoas de lugares variados, cada um com sua historia de fé. Tudo isso nos ajuda a fortalecer nossa fé. O Santuário é um lugar onde as pessoas vem buscar conforto, vem agradecer, vem pedir graças.