Santuário Frei Galvão

Terceiro dia da Novena: Frei Galvão e o cuidado com os enfermos

Terceiro dia da Novena, com o tema: “Frei Galvão e o cuidado com os enfermos”. O tema nasceu da Festa que toda a Igreja celebra, o martírio de São Lucas, padroeiro dos médicos. Missas celebradas na intenção dos profissionais da saúde. Celebraram, nesse terceiro dia Frei Leandro Costa (missa das 15h), e Padre Carlos, missa das 19h30. Ambas pregações deram ênfase ao cuidado e compromisso de todos nós. 
 
No horário das 15h, presidiu e pregou Frei Leandro Costa Santos, colaborador do Santuário. Frei Leandro ateve-se ao mandato de Jesus, que disse: “curai os enfermos”. “Todos somos capazes de assistir espiritual e materialmente as pessoas”, disse o Frei. Também recordou o fato de 1990, que fez de Frei Galvão Beato da Igreja, a cura da menina Daniela. Ainda relatou o milagre da bilocação, um dos dons concedidos a Frei Galvão. Segundo o relato, disse o frei, está ligado ao cuidado para com os enfermos. Assim como as pílulas que surgiram diante de uma parturiente. Que corria sério risco de vida.
“A maior glória de Deus é o homem e a mulher de pé, vivo”, citando Santo Irineu. As curas realizadas por Jesus, as curas realizadas por Frei  Galvão, dizem respeito ao Reino de Deus”, concluiu Frei Leandro. 
 
 
Padre José Carlos de Melo, da Paróquia Santo Afonso, da cidade de Aparecida, foi o presidente e pregador da missa das 19h30. Fez-se presente, também, Frei  Frei Bartolomeu Schultz, da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. 
 
“Podemos tratar a relação de Frei Galvão com os enfermos, da mesma forma que Jesus tratou os enfermos da sua época.  Sejamos mais humanos em relação aos enfermos! Tenhamos um cuidado total com a pessoa. Física e espiritualmente. Confiemos, Jesus dá respostas a maneira de estar e lidar com essa inegável situação da vida”, assim iniciou sua missa, padre Carlos.
 
 
“O maior medo dos enfermos é a solidão”, afirmou padre Carlos. Com essa motivação, convidou os fiéis que, no ato penitencial, a reconhecerem o abandono causado aos que sofrem. Principalmente aos seus familiares. Padre Carlos insistiu na incapacidade de ter compaixão com os que estão afastados do convívio, dada a situação da enfermidade. 
 
“Como definir saúde?”, provocou o padre. “Ter saúde é um dom de Deus, e uma responsabilidade nossa”, afirmou o padre. “Quando a doença nos assola, ela lembra nossas fragilidades. Recorda-nos nossa finitude… Não somos tão auto suficientes. Quando enfermos nos tornamos dependentes. Eis o grande desafio! A fragilidade de nossas vidas nos impedem certas experiências que outrora nos era comum”. 
 
A solidão, segundo o padre, é o maior mal que assola o enfermo. Assombrando-o. A espiritualidade é o alicerce e a resposta para o sustento. Não obstante, foi lembrado do cuidador e do enfermeiro. Pessoas que amenizam os sofrimentos dos que sofrem. 
 
Continuando, disse: “Jesus tocou na realidade do enfermo! O seu gesto humano de tocar as pessoas era um rompimento com a marginalização. Ou seja, trouxe a enfermidade como responsabilidade de todos. O sentimento de compaixão de Jesus Cristo é uma atitude humanizadora. Ele toca, escuta, pega na mão… Cura o enfermo como um todo”, disse o padre. 
 
Deu muitos indicativos, dentre eles: Ter a capacidade de escutar o enfermo. Cuidar do enfermo integralmente. Afastar-se de qualquer atitude de barganha, diante da enfermidade. Ajudar o enfermo a não perder o sentido da vida. O cuidar daquele que cuida. “Quando a enfermidade bater em nossa porta, bater em nossas vidas”, disse o padre.  
 
 
A santa missa seguiu como de costume. Com a oferta de café, gesto concreto do dia. Com preces aos pés do santo. E com gritos e aplausos ovacionando o santo brasileiro. 
 
Amanhã, quarto dia da novena, com o tema, “Frei Galvão e a vigilância”. Com a presenças das Irmãs Clarissas do mosteiro de Guaratinguetá. Os paraninfos serão os Arquitetos, Engenheiros e Trabalhadores da construção civil. O gesto concreto, óleo. 
 
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