Coração vigilante e mãos que servem: quinto dia da novena de Frei Galvão propõe reconstruir a vida como morada de Deus
Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM, filho de Guaratinguetá, recordou que “somos matéria-prima nas mãos de Deus”, e Pe. Antônio Maria convidou os fiéis a serem “construtores de pontes para o céu”
Notícias do Santuário
20.10.2026 - 00:00:00 | 5 minutos

Os fiéis reunidos no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), nesta terça-feira (20/10), viveram o quinto dia da novena de São Frei Galvão. O tema foi “Reconstruir com o coração vigilante e as mãos prontas para servir”. A reflexão do dia lembrou que a fé não fica parada: ela se mostra no cuidado com o outro e no serviço, como na vida do primeiro santo brasileiro, que uniu oração e trabalho a vida inteira.
O dia começou com a Celebração Eucarística das 7h. Às 15h, a missa da novena foi presidida por Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM, bispo emérito da Diocese de Barra (BA). Para ele, a celebração teve um sabor especial: assim como Frei Galvão, ele nasceu em Guaratinguetá. “Que alegria podermos celebrar esta novena em honra a um conterrâneo nosso”, disse logo no início da homilia.
O bispo propôs uma pergunta aos fiéis: somos amigos de Jesus, dos pobres e da vida, como foram São Francisco e São Frei Galvão? Ele lembrou o episódio da Cruz de São Damião. Quando Francisco ouviu o chamado para reconstruir a Igreja, pôs mãos à obra com seus companheiros. E, enquanto erguia as paredes, o próprio Cristo ia reconstruindo o Pobrezinho de Assis por dentro. Frei Galvão, também franciscano e também construtor, seguiu o mesmo caminho do fundador da sua ordem.
“Todos nós somos matéria-prima nas mãos de Deus, vidas a serem construídas. Não podemos construir a vida de qualquer jeito. Precisamos construí-la com beleza e dignidade, para que seja morada de Deus”, afirmou Dom Cappio. Ele também lembrou que uma vida bem construída não se mede pelo que se tem: “Construir uma boa vida não é acumular riquezas. A verdadeira construção da família é colocar Jesus no coração”.

Às 19h, a missa foi presidida pelo Pe. Antônio Maria, do Mosteiro Ain Karim, em Jacareí (SP). Na homilia, o sacerdote disse que o tema da reconstrução tem um significado especial para ele e lembrou o pai, que era pedreiro. O pai sonhava ver o filho engenheiro, mas ele escolheu o sacerdócio. “Escolhi ser um engenheiro que constrói pontes para o céu”, contou.
O padre reforça que essa missão é de todos. Cada um é chamado a construir pontes para o céu e a erguer uma casa espiritual com quem convive: a família, a comunidade e a Igreja. Para isso, é preciso vigiar, porque a distração impede de perceber o que Deus quer e o que Ele fala. “Vigiar para quê? Para sermos cristãos, para sermos santos. E ser santo não é fazer o extraordinário, é fazer o ordinário com amor. Deus está no simples, na humildade”, afirmou.
Pe. Antônio Maria também falou da escuta da Palavra. Ela precisa entrar no coração e transformar a vida, e não ficar só na memória: “De nada adianta decorar a Palavra de Deus se ela não está no nosso coração”. Ao final, destacou Frei Galvão como um reconstrutor de vidas e deixou um convite aos fiéis: “Vamos reconstruir as nossas famílias? Sejamos como Maria, a grande serva de Deus”.

Neste quinto dia, o gesto concreto foi a doação de feijão. Os alimentos arrecadados vão para o Projeto Perfeita Alegria e levam para a mesa das famílias atendidas a solidariedade de quem rezou a novena.
Música e cultura no SantuárioDepois da missa da noite, o próprio Pe. Antônio Maria subiu ao palco para um show. Conhecido em todo o país por suas canções religiosas, ele levou ao público um momento de louvor e emoção, que encerrou a noite.
As oficinas do Educativo do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) continuaram durante todo o dia e atraíram famílias inteiras. Uma das mais procuradas segue sendo a Pintura em Gesso do Frei Galvão Baby: cada participante decora sua própria imagem do santo e a leva para casa. Também acontecem o “Colorindo o MAS”, com desenhos inspirados na arte sacra; a Oficina de Autoestandarte, em que cada pessoa monta seu estandarte com tecidos, cores e símbolos pessoais; e a Oficina de Pulseiras do Frei Galvão, que une artesanato, fé e memória entre gerações. As atividades são gratuitas, com vagas por ordem de chegada, e vão até o fim da novena, com nova edição no dia 25 de outubro.

As barracas de comidas típicas funcionaram durante toda a programação e mantiveram o clima de festa entre peregrinos e moradores da cidade.
A novena segue até sábado, 24 de outubro, cada dia com um tema e um gesto concreto próprios. No domingo, 25, Dia de São Frei Galvão, a Missa Solene das 10h será presidida por Dom Mário Antônio, arcebispo de Aparecida, e a Procissão Luminosa sai às 18h. Quem não puder estar no Santuário pode acompanhar as celebrações pelos canais oficiais.
Confira a programação completa em: festa.santuariofreigalvao.com
Os fiéis reunidos no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), nesta terça-feira (20/10), viveram o quinto dia da novena de São Frei Galvão. O tema foi “Reconstruir com o coração vigilante e as mãos prontas para servir”. A reflexão do dia lembrou que a fé não fica parada: ela se mostra no cuidado com o outro e no serviço, como na vida do primeiro santo brasileiro, que uniu oração e trabalho a vida inteira.
O dia começou com a Celebração Eucarística das 7h. Às 15h, a missa da novena foi presidida por Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM, bispo emérito da Diocese de Barra (BA). Para ele, a celebração teve um sabor especial: assim como Frei Galvão, ele nasceu em Guaratinguetá. “Que alegria podermos celebrar esta novena em honra a um conterrâneo nosso”, disse logo no início da homilia.
O bispo propôs uma pergunta aos fiéis: somos amigos de Jesus, dos pobres e da vida, como foram São Francisco e São Frei Galvão? Ele lembrou o episódio da Cruz de São Damião. Quando Francisco ouviu o chamado para reconstruir a Igreja, pôs mãos à obra com seus companheiros. E, enquanto erguia as paredes, o próprio Cristo ia reconstruindo o Pobrezinho de Assis por dentro. Frei Galvão, também franciscano e também construtor, seguiu o mesmo caminho do fundador da sua ordem.
“Todos nós somos matéria-prima nas mãos de Deus, vidas a serem construídas. Não podemos construir a vida de qualquer jeito. Precisamos construí-la com beleza e dignidade, para que seja morada de Deus”, afirmou Dom Cappio. Ele também lembrou que uma vida bem construída não se mede pelo que se tem: “Construir uma boa vida não é acumular riquezas. A verdadeira construção da família é colocar Jesus no coração”.

Às 19h, a missa foi presidida pelo Pe. Antônio Maria, do Mosteiro Ain Karim, em Jacareí (SP). Na homilia, o sacerdote disse que o tema da reconstrução tem um significado especial para ele e lembrou o pai, que era pedreiro. O pai sonhava ver o filho engenheiro, mas ele escolheu o sacerdócio. “Escolhi ser um engenheiro que constrói pontes para o céu”, contou.
O padre reforça que essa missão é de todos. Cada um é chamado a construir pontes para o céu e a erguer uma casa espiritual com quem convive: a família, a comunidade e a Igreja. Para isso, é preciso vigiar, porque a distração impede de perceber o que Deus quer e o que Ele fala. “Vigiar para quê? Para sermos cristãos, para sermos santos. E ser santo não é fazer o extraordinário, é fazer o ordinário com amor. Deus está no simples, na humildade”, afirmou.
Pe. Antônio Maria também falou da escuta da Palavra. Ela precisa entrar no coração e transformar a vida, e não ficar só na memória: “De nada adianta decorar a Palavra de Deus se ela não está no nosso coração”. Ao final, destacou Frei Galvão como um reconstrutor de vidas e deixou um convite aos fiéis: “Vamos reconstruir as nossas famílias? Sejamos como Maria, a grande serva de Deus”.

Neste quinto dia, o gesto concreto foi a doação de feijão. Os alimentos arrecadados vão para o Projeto Perfeita Alegria e levam para a mesa das famílias atendidas a solidariedade de quem rezou a novena.
Música e cultura no Santuário
Depois da missa da noite, o próprio Pe. Antônio Maria subiu ao palco para um show. Conhecido em todo o país por suas canções religiosas, ele levou ao público um momento de louvor e emoção, que encerrou a noite.
As oficinas do Educativo do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) continuaram durante todo o dia e atraíram famílias inteiras. Uma das mais procuradas segue sendo a Pintura em Gesso do Frei Galvão Baby: cada participante decora sua própria imagem do santo e a leva para casa. Também acontecem o “Colorindo o MAS”, com desenhos inspirados na arte sacra; a Oficina de Autoestandarte, em que cada pessoa monta seu estandarte com tecidos, cores e símbolos pessoais; e a Oficina de Pulseiras do Frei Galvão, que une artesanato, fé e memória entre gerações. As atividades são gratuitas, com vagas por ordem de chegada, e vão até o fim da novena, com nova edição no dia 25 de outubro.

As barracas de comidas típicas funcionaram durante toda a programação e mantiveram o clima de festa entre peregrinos e moradores da cidade.
A novena segue até sábado, 24 de outubro, cada dia com um tema e um gesto concreto próprios. No domingo, 25, Dia de São Frei Galvão, a Missa Solene das 10h será presidida por Dom Mário Antônio, arcebispo de Aparecida, e a Procissão Luminosa sai às 18h. Quem não puder estar no Santuário pode acompanhar as celebrações pelos canais oficiais.
Confira a programação completa em: festa.santuariofreigalvao.com
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