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A Mãe de Frei Galvão

Hagiografia & Espiritualidade

05.05.2025 - 15:15:00 | 3 minutos

A Mãe de Frei Galvão

Isabel Leite de França Galvão — esse era o nome da mãe de Frei Galvão, nosso primeiro santo brasileiro. A vida de santidade de Frei Galvão tem como base a vivência de seus pais, marcadas por extrema caridade e piedade. A vida e morte de Isabel refletiram os predicados de uma mulher profundamente caridosa.

Nascida na cidade de Pindamonhangaba, interior de São Paulo, a cerca de 37 km de Guaratinguetá, Isabel de Barros Leite era de ascendência portuguesa e casou-se com um Galvão de França no ano de 1735. O pai de Frei Galvão era da cidade de Faro, Portugal. Sra. Leite era filha de Gaspar Correia Leite e Maria Leite Pedroso, ricos fazendeiros da região.

O pequeno Antônio Galvão teve o privilégio de conviver durante 13 anos com sua amada mãe. À medida que crescia, aprendia com ela os princípios que norteiam a fé cristã. É possível imaginar a mãe de Frei Galvão contando as histórias sobre o aparecimento da Imaculada Conceição e seus milagres. Vale lembrar que a imagem foi encontrada em 1717, em Guaratinguetá. A devoção que Frei Galvão experimentou e defendeu em vida tem como motivação o título da Imaculada Conceição.

Outra devoção marcante na vida do santo, herdada de sua mãe, é a de Sant’Ana. No lar da família Galvão, todos rezavam e pediam os favores dos avós de Jesus. Há relatos de que na casa paterna de Frei Galvão havia um oratório com Sant’Anna Mestra. Ao fazer seus votos religiosos na Ordem dos Frades Menores, Frei Galvão acrescentou um segundo nome: “Sant’Anna”.

Quanto à caridade, seus pais — membros da Ordem Franciscana Secular — eram atentos às necessidades dos mais pobres nas proximidades de Guaratinguetá. Como verdadeiros franciscanos, ensinavam seus filhos a serem cristãos comprometidos com os prediletos de Cristo. Isabel, mesmo vinda de uma família de fazendeiros abastados e casada com Antônio Galvão, um homem ligado à Coroa Portuguesa, nunca permitiu que as riquezas materiais desviassem seu olhar dos bens eternos.

Há um relato comovente sobre seu enterro: ao procurarem vestes para sepultá-la, descobriram sua pobreza. Nenhuma roupa brocada foi encontrada, apenas peças simples, o que escandalizou quem não compreendia a vivência da simplicidade e da pobreza evangélica.

Deus chamou Isabel no ano de 1756, quatro anos após a partida de seu filho Antônio para o colégio dos jesuítas, na Bahia. Faleceu relativamente jovem, talvez com cerca de quarenta anos de idade, deixando os filhos já criados. Ana Joaquina, a penúltima, teria por volta de 12 a 13 anos, e Manuel, o caçula, sete.

Sua morte foi precedida por uma enfermidade grave e relativamente longa, o que lhe permitiu doar todas as suas roupas aos pobres. Mãe e esposa exemplar, cumpriu sua missão na Terra e foi receber no Céu a recompensa de uma vida virtuosa.

Que as mães de hoje sejam sinais de santidade para seus filhos. Que suas escolhas e ações sejam verdadeiras escolas de cristãs. Que se preocupem em gerar filhos para uma vida de santidade. Sejam, para seus filhos e filhas, mães devotas, piedosas e comprometidas com os mais vulneráveis. Que Maria Santíssima, exemplo por excelência, seja o amparo de todas as crianças órfãs e abandonadas.

Fonte Frei Leandro Costa
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