Santuário Frei Galvão acolheu com reverência a Cruz da primeira Missa celebrada no Brasil
Notícias do Santuário
16.04.2025 - 22:09:00 | 4 minutos

A Quarta-feira Santa foi marcada por momentos profundos de reverência, espiritualidade, resgate histórico e adoração. O Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá, foi um dos locais que teve a honra de receber a Cruz da primeira Missa celebrada no Brasil.

Representando a fraternidade do Santuário Frei Galvão, Frei Diego Melo, reitor, e Frei Roberto Ishara foram receber a carreata vinda do Santuário Nacional de Aparecida, na divisa entre os municípios. Com solenidade, o cortejo percorreu as ruas de Guaratinguetá, em direção ao Santuário Frei Galvão, onde os fiéis esperavam com grande devoção.

Às 15 horas, foi celebrada a Santa Missa com a presença da Cruz. Estiveram presentes na celebração Padre Omar Raposo, reitor do Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), Frei Diego Melo, os frades do Santuário Frei Galvão e do Seminário Frei Galvão. A Cruz foi trazida em procissão pelos frades, num gesto simbólico que rememorou aquela primeira Missa celebrada há 525 anos em Santa Cruz Cabrália (BA).



Frei Diego prestou ainda uma homenagem emocionada ao Padre Omar, responsável por trazer a cruz ao Brasil, que mesmo enfrentando o luto recente pela perda do pai, manteve sua missão, tornando-se exemplo de fé e resiliência.

Ao final da celebração, Pe. Omar agradeceu a acolhida e as palavras de Frei Diego sobre a perda de seu pai. “Estava com o coração apertado, com saudade do meu pai, e chego aqui, recebo esse abraço de vocês. Isso mostra muito o carinho e a força espiritual, a fraternidade que existe entre nós, somos Igreja”, manifestou.
Ele relatou a simbólica releitura da história: em vez dos portugueses trazerem a cruz, a comitiva brasileira foi até Portugal buscá-la — agora levando uma indígena da tribo Pataxó, Wilsa, representante dos povos originários e colaboradora no Cristo Redentor.
Para encerrar, Wilsa falou sobre a importância da ecologia e sustentabilidade, recordando os ensinamentos do Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ e fazendo uma ligação com as práticas dos povos indígenas no cuidado com a Casa Comum.

Segundo relatos históricos, a primeira Missa em solo brasileiro ocorreu em 26 de abril de 1500 e foi presidida por Frei Henrique de Soares Coimbra, para os presentes na esquadra de Pedro Álvares Cabral. Conforme relatou Pero Vaz de Caminha em sua carta, a celebração foi um evento marcante da chegada dos portugueses ao novo território.

Em sua homilia, Frei Diego destacou que a cruz foi plantada como um sinal de salvação e não apenas como símbolo religioso. Ela representa a presença viva de Cristo entre os povos do Brasil — tanto os colonizadores quanto os indígenas, que mesmo sem entender a língua, reconheceram o sagrado naquele primeiro momento.
O reitor também reforçou o legado deixado pelos primeiros franciscanos, que viveram a espiritualidade da cruz com amor, compaixão e dedicação aos mais necessitados. “Mais do que a memória de um evento histórico ocorrido há exatos 525 anos, esta peregrinação nos faz lembrar que a Cruz de Cristo foi a bandeira primeira erguida em nossa terra. Esta cruz que esteve em terras recém conquistadas, esteve no primeiro altar do Brasil”, afirmou Frei Diego. O pregador também traçou um paralelo com Frei Galvão, primeiro santo brasileiro, nascido em Guaratinguetá. Frei Galvão é exaltado como fruto dessa evangelização e exemplo de fé, serviço e milagres que continuam tocando o povo brasileiro até hoje.
“Hoje, mais do que nunca, ao contemplarmos esta cruz, somos interpelados a contemplar também os crucificados de nossos tempos. Os sofredores, os pobres, os abandonados, os desassistidos”, convocou Frei Diego.
Ainda de acordo com o frade, a cruz é vista também como símbolo de renovação e missão: a fé cristã que nasceu no Brasil floresceu e continua viva, sendo força que inspira novos santos e ações de caridade pelo país.
Na sequência, Pe. Omar convidou Wilsa para dirigir algumas palavras aos presentes. Ela compartilhou sua experiência como integrante da comitiva que foi a Portugal e ressaltou a importância do catolicismo em sua etnia e da convivência harmoniosa entre as tradições indígenas e a fé cristã, colocando a cruz como símbolo de união entre povos.
A cruz, atualmente preservada no Museu da Sé de Braga, em Portugal, representa mais do que um símbolo religioso: ela carrega em si valores universais como a fé, a união, o amor e a esperança. A chegada dessa cruz ao Brasil ocorre também em outro momento especial, quando são celebrados os 200 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, por meio do Tratado de Paz, Amizade e Aliança, assinado em 1825. Este momento marcante foi organizado pelo Movimento Brasil com Fé, o Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor e o Instituto Redemptor.














Fonte Érika Augusto (Pascom Santuário Frei Galvão)
Imagem Alexandre Mina e Patrick Henrique (Pascom Santuário Frei Galvão)
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